A economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Jair Bolsonaro (PL), surge como nome cotado para compor a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida ao Planalto. A possível indicação é vista como alternativa para enfrentar o caos econômico produzido pelo governo Lula e, ao mesmo tempo, ampliar a presença feminina na política nacional. Marques, que tem participado do plano econômico do senador, tem defendido medidas concretas para reorganizar as contas públicas e recuperar a credibilidade fiscal do país.
Nas últimas semanas, Daniella concedeu entrevistas a veículos como O Globo, Veja e Poder360, detalhando propostas que incluem corte de gastos de 1,5% do PIB e criação de instâncias de governança com participação dos três Poderes no debate orçamentário. A economista, que foi braço direito de Paulo Guedes, evita rótulos como “Paulo Guedes de saia” e se mostra mais cautelosa ao propor ajustes, mas reforça a necessidade de racionalidade econômica, em contraste ao modelo adotado pelo governo Lula. O projeto “Brasil por Elas”, voltado para independência financeira de mulheres, também integra sua agenda.
Apesar da resistência interna no PL e no Republicanos, partidos que avaliam que Daniella não agrega votos, sua presença na chapa é considerada estratégica para atrair o eleitorado feminino e consolidar a pauta econômica da oposição. Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, reconheceu sua competência, mas apontou a falta de apoio político. Ainda assim, o nome de Daniella Marques permanece em discussão como peça-chave para fortalecer a campanha de Flávio Bolsonaro e oferecer uma alternativa ao atual cenário de desorganização fiscal promovido pelo petista.

