Confederação Israelita do Brasil repudia fala de Lula que ataca Israel

Redação 011
3 Min
Confederação Israelita do Brasil repudia fala de Lula que ataca Israel
foto: reprodução/ CONIB

A declaração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada neste domingo (18), ao atacar novamente Israel, teve repercussão negativa no ambiente político para o Brasil. Lula comparou ação das forças de Israel na Faixa de Gaza com a atuação do governo nazista de Adolf Hitler contra os judeus. A fala ocorreu em entrevista coletiva após participar da 37ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo da União Africana, em Adis Abeba, na Etiópia e teve forte reação do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e da comunidade israelita no Brasil.

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus”, disse Lula.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) repudiou os comentários de Lula, por meio de nota.

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“Os nazistas exterminaram 6 milhões de judeus indefesos na Europa somente por serem judeus. Já Israel está se defendendo de um grupo terrorista que invadiu o país, matou mais de mil pessoas, promoveu estupros em massa, queimou pessoas vivas e defende em sua Carta de fundação a eliminação do Estado judeu”, disse a Conib.

“Essa distorção perversa da realidade ofende a memória das vítimas do Holocausto e de seus descendentes”, acrescentou a confederação, que qualificou a postura do governo brasileiro em relação ao conflito em Gaza como “extrema e desequilibrada”.

Em uma rede social, o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu declarou que a afirmação banaliza o Holocausto – genocídio promovido na Segunda Guerra Mundial contra cerca de seis milhões de judeus.

“Comparar Israel ao Holocausto nazista e a Hitler é ultrapassar uma linha vermelha. Israel luta por sua defesa e garantia do seu futuro até a vitória completa”, declarou Netanyahu.

O petista também voltou a defender a criação de um Estado da Palestina “pleno e soberano”. E a reforma do Conselho de Segurança da ONU, com o fim do poder de veto de países com assento permanente.

O Palácio do Planalto não se pronunciou sobre o ocorrido e o Ministério das Relações Exteriores disse que vai agir para conter a crise diplomática.

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