O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) encerrou as especulações sobre uma nova aventura presidencial. Em resposta ao convite feito por Aécio Neves, Ciro decidiu priorizar sua pré-candidatura ao governo do Ceará, que será oficializada no próximo sábado, 16 de maio. Apesar de pesquisas recentes indicarem um empate numérico com Lula em um eventual segundo turno, o tucano optou pelo caminho regional, onde lidera as intenções de voto contra o atual governador Elmano de Freitas (PT).
A decisão de Ciro esvazia o balão de ensaio do PSDB nacional, que buscava um nome de ‘coragem’ para furar a polarização entre Lula e a direita. Ao focar no Ceará, Ciro tenta retomar seu reduto eleitoral e impor uma derrota direta ao petismo em um dos seus principais estados-fortaleza, sinalizando que a disputa de 2026 será decidida nos detalhes das federações e nos redutos estaduais.
A recusa de Ciro Gomes ao convite de Aécio Neves é o atestado de óbito da Terceira Via para 2026. Ciro é um político experiente; ele sabe que, apesar do empate numérico com Lula em algumas sondagens, o país está rachado e não há espaço para ‘avenidas do meio’. Ele escolheu o Ceará porque lá ele tem chance real de derrotar o PT e retomar o seu poder regional.
Para o PSDB, fica o mico: Aécio tentou vender um ‘produto’ que não quis ir para a prateleira. Isso mostra um partido que ainda busca uma identidade, enquanto o Brasil já escolheu seus lados.

