China e EUA elevam tensão comercial com ameaças de tarifas e controles de terras raras

Redação 011
2 Min
Câmara aprova fundo de até R$ 5 bilhões para minerais críticos
foto: José Cruz/Agência Brasil

A China acusou o governo Trump de ser o responsável pela rápida escalada das tensões comerciais, após Washington expandir as restrições de exportação contra milhares de empresas chinesas. Pequim defendeu que a sua resposta, que incluiu reforçar o controle sobre as exportações de terras raras, minerais essenciais para semicondutores e eletrônicos, foi uma contramedida lógica. O presidente Trump ameaçou então restaurar tarifas em níveis de três dígitos, levando a China a prometer retaliação, abalando os mercados globais e reacendendo temores de embargos comerciais equivalentes.

A estratégia chinesa de reforçar o controle sobre o fornecimento de terras raras é vista como uma resposta direta às sanções americanas. A China domina a produção desses 17 minerais críticos e estendeu as restrições a tecnologias de produção e ao uso em outros países, impactando severamente cadeias globais de suprimentos. Analistas chineses argumentam que o governo Trump tem agido de “má-fé”, minando o progresso alcançado em meses de negociações e que agora a China está totalmente preparada para lidar com as táticas de negociação americanas.

A crise ameaça a realização de uma reunião de cúpula planejada entre Xi Jinping e Trump. O Ministério do Comércio da China afirmou que o diálogo só é possível se os EUA pararem de fazer ameaças, exigindo que Washington “preserve o progresso duramente conquistado”. Especialistas alertam que a situação colocou as duas economias “à beira do abismo” e que os riscos são maiores do que em crises anteriores. A China, segundo analistas, enviou uma mensagem clara aos EUA: a dependência de minerais críticos exige cooperação, não confronto.

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