Brasil amarga 107ª posição em ranking de corrupção e tem pior nota da história

Redação 011
3 Min
Brasil amarga 107ª posição em ranking de corrupção e tem pior nota da história
foto: divulgação/ Polícia Federal

O Brasil continua no “atoleiro ético” global. O Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, divulgado nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional, revela que o país permanece estagnado na 107ª posição entre 180 nações. Com apenas 35 pontos, o Brasil repete a segunda pior nota de sua série histórica, ficando atrás de países como Argentina e Ucrânia — esta última, mesmo em guerra, demonstra mecanismos de controle mais bem percebidos que os nossos.

O relatório é um soco no estômago da narrativa oficial. Segundo a Transparência Internacional, o desempenho pífio reflete um cenário de macrocorrupção e fragilidades institucionais que persistem, apesar das promessas de “reconstrução”.

O “X” da Questão: Caso Master e o STF na mira

Diferente de anos anteriores, o relatório de 2025 traz recomendações específicas e contundentes que atingem o coração do poder em Brasília. A Transparência Internacional não apenas aponta o dedo para o Executivo, mas faz exigências inéditas ao Judiciário e ao Legislativo:

No STF: A entidade recomenda a criação de um Código de Conduta rigoroso, transparência em viagens e hospitalidades, e a redistribuição do Caso Banco Master por sorteio, para um ministro que não tenha suspeitas de conflito de interesses.

No Congresso: A recomendação é clara: instalar a CPMI do Banco Master e investigar o desvio de emendas parlamentares em órgãos como a Codevasf.

No Executivo: O relatório cobra investigação sobre o “balcão de negócios” das emendas e critérios técnicos para a renegociação de acordos de leniência, evitando que o perdão de multas vire regra para empresas amigas.

A resposta da CGU: O malabarismo estatístico

Como era de se esperar, o Governo Federal, via Controladoria-Geral da União (CGU), tentou desqualificar o índice. Em nota, a CGU afirmou que o IPC mede apenas “percepção” e não a “corrupção real”, alegando que o aumento das investigações faz a percepção de corrupção subir.

A desculpa da CGU é o velho “malabarismo retórico”: tenta transformar o escândalo em eficiência. O fato é que, enquanto o governo celebra “operações”, o mundo enxerga um país onde o crime organizado se infiltra no Estado e o sistema financeiro se torna palco de fraudes bilionárias.

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