Arábia Saudita remove Palestina de mapas escolares para evitar linguagem hostil a Israel

Redação 011
2 Min
Em viagem das
foto: Ricardo Stuckert/ PR

Um relatório do think tank IMPACT, que monitora currículos educativos em países do Oriente Médio e Norte da África, revelou mudanças significativas nos livros didáticos de Estudos Sociais e Nacionais da Arábia Saudita para 2023–2024. Mapas na nova edição omitem o nome Palestina, ao contrário das edições anteriores que cobriam o território de Israel com esse nome. O material didático deixou de ensinar que o sionismo é um movimento racista e reconhece a histórica presença judaica na região. Embora as referências a Israel como “Estado inimigo” tenham sido removidas, ainda há menções à “ocupação israelense” e a Arábia Saudita continua a expressar seu compromisso com a causa Palestina.

Informações de um relatório do Observatório dos Direitos Humanos, uma organização internacional não-governamental que defende e realiza pesquisas sobre os direitos humanos apontou que livros didáticos estão sendo usados para doutrinar crianças a serem hostis aos cristãos. Na lista de religiões atingidas pelo conteúdo nocivo dos livros estão inclusos os cristãos e também os judeus. Para exemplificar, um livro didático do quinto ano declara que “é dever de todo muçulmano excomungar os ‘kifars’ ”, que significa descrentes.

A Arábia Saudita tem sido pressionada para reformular o conteúdo do currículo escolar desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

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Segundo Nimrod Goren, do Instituto Israelense de Política Externa Regional, essas mudanças indicam uma possível aproximação gradual entre Arábia Saudita e Israel, semelhante ao processo observado nos Emirados Árabes Unidos e Bahrein antes dos Acordos de Abraão. O currículo escolar saudita também eliminou conteúdos antissemitas e promovendo a jihad violenta, mostrando um esforço para fomentar a tolerância religiosa.

Apesar dessas mudanças, a Arábia Saudita mantém uma postura crítica em relação às ações de Israel na Palestina, condenando o que chamou de “massacres genocidas” após um ataque em Rafah que resultou na morte de dezenas de civis.

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