A manifestação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em apoio a Jair Bolsonaro (PL), fez com que os esforços pela anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro ganhassem força. Ao publicar em sua rede social Truth Social que Bolsonaro “ama o Brasil” e que ele e seus apoiadores estão sendo tratados injustamente, Trump impulsionou uma articulação que vinha perdendo fôlego no Congresso Nacional. Com isso, aumentam as chances de que a proposta de anistia, que havia sido adiada repetidamente, seja pautada na Câmara ainda antes do recesso parlamentar.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem trabalhado nos bastidores para formatar um texto alternativo que evite confronto direto com o Judiciário, mas que atenda a parte das demandas da oposição. A proposta estudada contemplaria presos que já cumpriram ao menos um sexto da pena, com a possibilidade de anulação das condenações. A movimentação ocorre em meio aos esforços para garantir o apoio do Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro, à sua presidência na Casa.
Interlocutores de Motta afirmam que ele pretende entregar a relatoria do texto a um deputado de centro, com perfil de articulação e que não esteja vinculado a alas pró-governo ou de oposição. Além disso, a proposta só deve ir ao plenário se houver coordenação prévia com o Senado, liderado por Davi Alcolumbre (União-AP). O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou que “há expectativa de que o projeto seja votado na última semana antes do recesso”, reforçando o engajamento do partido com a pauta da anistia.










