O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, nesta quarta-feira (2). Sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele é acusado de envolvimento nos atos do 8 de Janeiro e já era réu no STF. A decisão ocorre após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontar que ele descumpriu medidas cautelares e fugiu para a Argentina, onde permanece desde março.
Moraes justificou a prisão alegando que Léo Índio tentou evadir-se do país deliberadamente, mesmo sabendo que seu passaporte havia sido cancelado. “O réu demonstrou ampla intenção de sair do território nacional com a finalidade de se evadir do distrito de culpa”, afirmou o ministro. A PGR argumentou que a retenção do passaporte não foi suficiente para impedir a fuga e, por isso, solicitou sua prisão preventiva.
A defesa de Léo Índio sustenta que ele não cometeu crimes e apresentou um documento das autoridades migratórias argentinas confirmando sua estadia legal até junho. Em entrevista à Rádio Massa FM, ele admitiu que deixou o Brasil temendo ser preso. A denúncia da PGR inclui acusações como tentativa de golpe de Estado e associação criminosa, baseando-se, entre outras provas, em postagens feitas por ele nas redes sociais durante a invasão das sedes dos Três Poderes.