A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS recebeu informações que apontam para o envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em negócios com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso desde setembro. Segundo depoimento de Edson Claro, ex-funcionário de Antunes, o filho de Lula teria recebido pagamentos mensais de cerca de R$ 300 mil, além de valores que somariam aproximadamente R$ 25 milhões. As revelações indicam ainda viagens conjuntas a Portugal, reforçando a proximidade entre ambos. As informações são do Poder360.
O depoimento de Edson Claro foi prestado à Polícia Federal em outubro e chegou a integrantes da CPMI, apesar da resistência de parlamentares governistas em convocá-lo para depor no Congresso. O Governo Federal atuou para barrar a convocação, o que levantou críticas sobre a tentativa de blindagem em torno do filho de Lula. As investigações também apontam para uma possível ligação de Lulinha com a empresa World Cannabis, registrada em Brasília e com operações internacionais, suspeita de servir como instrumento de lavagem de dinheiro oriundo das fraudes contra aposentados.
Além das menções diretas a Lulinha, documentos do Coaf e conversas interceptadas pela Polícia Federal indicam conexões entre o esquema e pessoas próximas ao governo Lula. Entre os citados estão Ricardo Bimbo, dirigente do PT, e Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís, que teria recebido mais de R$ 1 milhão do Careca do INSS. Registros de viagens aéreas mostram que Lulinha e Roberta viajaram juntos em diversas ocasiões, inclusive para Lisboa. Apesar de ainda não haver provas conclusivas, os indícios reforçam a necessidade de aprofundar a apuração sobre o papel do filho de Lula nas fraudes do INSS.

