A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu na tarde dessa segunda-feira (8) revogar a prisão do deputado Rodrigo Bacellar (União), presidente da Casa. A medida foi aprovada em plenário após votação que contou com a participação de 65 parlamentares. Bacellar havia sido preso pela Polícia Federal na última semana, acusado de envolvimento em vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun. Para a revogação, eram necessários ao menos 36 votos favoráveis, número superado com ampla margem.
O resultado final registrou 42 votos pela soltura, 21 contrários e duas abstenções. A decisão ocorreu após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) encaminhar ao plenário um projeto de resolução aprovado por 4 a 3. Durante os debates, deputados de diferentes partidos se manifestaram. Parlamentares da esquerda defenderam a manutenção da prisão, alegando necessidade de responsabilização institucional, enquanto nomes ligados à direita, como Alexandre Knoploch (PL), questionaram a consistência das provas apresentadas pela Polícia Federal. Houve também críticas à postura de deputados que, segundo Renan Jordy (PL), mantiveram proximidade com o ex-deputado TH Joias, preso por tráfico de drogas e corrupção.
Com a decisão, a Alerj deverá publicar o projeto de resolução no Diário Oficial e comunicar o Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela ordem de prisão. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes avaliar a medida e decidir sobre possíveis cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, entrega de passaporte ou afastamento de funções públicas. Apesar da revogação aprovada pelo Legislativo, o desfecho dependerá da análise do STF, que mantém prerrogativa exclusiva sobre a aplicação de restrições adicionais ao deputado.








