O candidato à reeleição Lula voltou a provocar repercussão ao comparar homens e mulheres durante um comício em Belém, na segunda-feira (28). Ao defender a realização de exames preventivos de próstata, o petista afirmou que homens resistem ao procedimento e acrescentou que mulheres “aprendem a tomar toque desde pequenas”. A declaração foi feita em um contexto de conscientização sobre saúde, mas a comparação voltou a colocar em evidência um histórico de frases de Lula sobre mulheres que já geraram críticas públicas durante seu atual mandato.
Em março de 2025, o petista afirmou ter escolhido Gleisi Hoffmann para comandar a articulação política porque havia colocado uma “mulher bonita” para melhorar a relação do governo federal com os presidentes da Câmara e do Senado. Integrantes do próprio governo consideraram a declaração inadequada, embora tenham minimizado sua repercussão. Dois meses antes, durante cerimônia sobre os atos de 8 de janeiro, Lula comparou sua relação com a democracia à de um amante e afirmou que amantes costumam ser mais apaixonados do que maridos por suas mulheres. Em abril de 2025, também foi criticado ao se referir à diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, como “aquela mulherzinha”.
Outros episódios já haviam produzido reação semelhante. Em julho de 2024, ao comentar dados sobre o aumento da violência contra mulheres depois de partidas de futebol, Lula fez uma brincadeira envolvendo torcedores do Corinthians que foi criticada por relativizar o problema. Em setembro deste ano, afirmou que “os homens não aprenderam a ir para a cozinha”, enquanto defendia maior participação feminina na política e criticava a violência contra mulheres. As declarações mostram um padrão de improvisos que frequentemente gera controvérsia mesmo quando Lula aborda temas como igualdade, violência de gênero ou saúde pública.

