O regime iraniano advertiu neste domingo (26) que o ataque realizado pela Ucrânia contra um navio mercante no Mar Cáspio pode transformar a guerra em curso em um conflito de dimensões ainda maiores. O ministro de Relações Exteriores, Abbas Araqchi, acusou Volodimir Zelenski de agir sob influência de Israel e alertou que a agressão “não ficará sem resposta”. A ação, que resultou na morte de um marinheiro iraniano, foi classificada por Teerã como violação da Carta da ONU e como tentativa de arrastar a Europa para uma guerra envolvendo o Irã.
Em reação imediata, o governo iraniano convocou o encarregado de negócios da Ucrânia em Teerã para apresentar uma “enérgica” nota de protesto. Autoridades iranianas afirmaram que o país defenderá seus interesses nacionais e não permitirá ataques contra cidadãos ou bens sem resposta. O episódio reforça a tensão no Mar Cáspio, região estratégica para rotas comerciais e militares, onde Moscou, Kiev e Teerã disputam influência. O chanceler iraniano também comunicou sua preocupação à União Europeia e ao ministro russo Sergei Lavrov, destacando que a escalada pode ter consequências imprevisíveis.
Segundo comunicado oficial, o Ministério de Relações Exteriores iraniano responsabilizou Kiev e seus aliados pelas consequências do incidente e reiterou que exercerá o direito à legítima defesa. Teerã sustenta que nunca interveio diretamente na guerra entre Rússia e Ucrânia e pediu ao Conselho de Segurança da ONU que condene o ataque. Já Zelenski declarou que a operação mirava embarcações russas e ligadas ao transporte de carga militar iraniana, sem confirmar o alvo específico denunciado por Teerã. O episódio amplia o risco de que duas guerras distintas passem a se entrelaçar em um mesmo cenário.

