O anúncio da chapa formada por Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab trouxe novos cálculos eleitorais para 2026. Kassab avalia que Lula seria derrotado por Caiado em um eventual segundo turno, mas venceria caso o adversário fosse Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Essa leitura levanta dúvidas sobre se o cálculo de Kassab não teria como efeito reduzir a força da direita, já que o dirigente mantém influência no governo por meio de posições ministeriais ocupadas por sua sigla.
O discurso de Kassab, oficializado na quarta-feira (1º), reforçou críticas ao sistema político e buscou consolidar a candidatura de Caiado como alternativa ao petista. “A República está podre, os Poderes estão contaminados por ineficiência”, afirmou o dirigente, defendendo que o PSD está preparado para oferecer respostas à sociedade. Internamente, a avaliação é que sua presença pode ampliar o diálogo com prefeitos e governadores da legenda, além de garantir recursos do fundo eleitoral para a disputa presidencial.
Apesar disso, setores do ‘centrão’ avaliam que a chegada de Kassab não necessariamente acrescenta votos à chapa de Caiado. Uma ala entende que o dirigente pode estar mirando maior influência nas decisões da campanha e em futuras negociações. O ponto considerado importante por analistas é que, ao afirmar que Lula venceria Flávio Bolsonaro, Kassab pode estar enfraquecendo a unidade da direita e favorecendo indiretamente o governo Lula, já que o cálculo sugere que apenas Caiado teria condições de derrotar o líder da esquerda.

