Benedito Gonçalves ganha Corregedoria do CNJ e vai fiscalizar juízes no Brasil

Redação 011
2 Min
Benedito Gonçalves ganha Corregedoria do CNJ e vai fiscalizar juízes no Brasil
foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Palácio do Planalto e a ala ativista do Judiciário celebraram uma importante vitória de bastidores no Congresso. O plenário do Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira (10), a indicação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para ocupar a estratégica cadeira de corregedor nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com um placar de 53 votos favoráveis e 16 contrários, a indicação foi blindada e destravada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que havia adiado a votação em maio temendo uma rejeição por falta de quórum diante do nítido descontentamento da oposição.

A chegada de Benedito Gonçalves ao topo do CNJ — órgão responsável por fiscalizar e punir desvios de conduta de magistrados em todo o Brasil — carrega uma pesada bagagem de controvérsias políticas. O ministro ficou nacionalmente conhecido por sua atuação cirúrgica como corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde relatou as duas ações que resultaram na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O alinhamento com o establishment rendeu ao magistrado um severo desgaste internacional: no ano passado, o governo dos Estados Unidos cancelou o visto de entrada de Benedito no país, em meio ao cerco de Washington contra autoridades brasileiras envolvidas em abusos judiciais e ativismo político. Com o aval do Senado, ele assume o posto em 3 de setembro para um mandato de dois anos.

Compartilhe este artigo