Alcolumbre impõe derrota ao Planalto e trava PEC 6×1

Redação 011
2 Min
Alcolumbre impõe derrota ao Planalto e trava PEC 6x1
foto: Andressa Anholete/ Agência Senado

O Palácio do Planalto sofreu um duro revés estratégico na sua tentativa de usar a PEC que extingue a jornada de trabalho 6×1 como principal cabo eleitoral para o segundo semestre. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mandou um aviso claro à base lulista: a matéria não será votada a toque de caixa. Demonstrando total independência em relação ao rolo compressor do governo, Alcolumbre afirmou no plenário que o texto passará por um rito mais demorado, incluindo comissão especial e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), frustrando os planos do PT de aprovar a medida ainda em junho.

Entretanto, o presidente do Senado deixou claro que não cederá a pressões: “Não me obrigue, não me ameace, não me ofenda, não me ataque. Que eu vou com a minha consciência, com meu coração, no tempo adequado, decidir como vai ser o meu voto. Simples assim”, declarou no plenário.

Para desespero dos governistas, Alcolumbre adotou um duplo padrão que deixou a esquerda encurralada. Enquanto colocou o freio de mão na proposta populista vinda da Câmara, o presidente do Senado tramitou em menos de 24 horas uma PEC alternativa apresentada pelo líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN). O texto de Marinho propõe uma abordagem de livre mercado, permitindo o cálculo da jornada por horas trabalhadas, sem o engessamento de um piso fixado em lei. Com o avanço da proposta da oposição e a promessa de Alcolumbre de não ceder a “ameaças ou ofensas”, o Planalto teme que o projeto perca tração e seja engolido pelo esvaziamento do Congresso no período eleitoral.

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