O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira (26) que a Procuradoria-Geral da República avalie se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devem ser incluídos no inquérito que apura supostas ações de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o STF, especificamente denúncias contra próprio magistrado no exterior. A medida busca verificar se há conexão entre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente, e a atuação internacional do ex-deputado, já denunciado por suposta obstrução de Justiça.
O pedido de investigação surgiu a partir de uma notícia de fato apresentada por Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara. O parlamentar aponta que vantagens negociadas entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, poderiam estar relacionadas à campanha promovida por Eduardo nos Estados Unidos contra o julgamento do chamado golpe de Estado. Para o petista, a Polícia Federal deve “seguir o dinheiro” e apurar se houve operação política financiada pela cúpula conservadora.
O caso tramita no âmbito do processo que levou à condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado em setembro de 2025. Eduardo Bolsonaro já responde por obstrução de Justiça e o processo encontra-se na fase de alegações finais. A abertura de vista para manifestação da PGR é prevista em lei e, após o parecer, caberá a Moraes decidir se a Polícia Federal ampliará as apurações sobre o envolvimento de Jair e Flávio Bolsonaro.







