Buscando a Presidência em 2026, Aécio Neves (PSDB-MG) declarou que, embora seja opositor histórico do PT, não considera Lula um inimigo político. Em entrevista concedida na segunda-feira (25), o deputado destacou que combate o partido “muito antes” de Jair Bolsonaro (PL) se tornar uma figura nacional, mas que suas divergências são conceituais. Segundo ele, a política fiscal expansionista adotada pelo petista mantém os juros elevados e alimenta a inflação, prejudicando o crescimento do país.
Aécio também avaliou a possibilidade de uma candidatura de centro, articulada pela federação PSDB/Cidadania, mas disse ter dúvidas sobre sua viabilidade. O parlamentar afirmou acreditar que o Brasil não deve permanecer preso a uma polarização “rasa e violenta”, defendendo alternativas que possam oferecer soluções fora da disputa entre petistas e conservadores. Ele lembrou ainda que já disputou a Presidência em 2014, quando enfrentou Dilma Rousseff (PT) no segundo turno, em uma das eleições mais apertadas da história.
O diretório estadual do PSDB-SP manifestou apoio à pré-candidatura de Aécio no domingo (24), reforçando o movimento interno do partido. A decisão foi acompanhada por declarações de lideranças do Cidadania, como Roberto Freire, que defendeu a reconstrução de pontes entre os brasileiros. Aécio também criticou o veto de Lula ao projeto da dosimetria, elaborado em parceria com Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmando que o petista perdeu a oportunidade de sinalizar pela pacificação nacional.









