O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta segunda-feira (25) que a proposta de redução da jornada de trabalho não terá efeito total neste ano. Segundo ele, a transição só ocorrerá após a promulgação da PEC, com prazos definidos para implementação gradual. A medida, que ainda precisa ser analisada por deputados e senadores, prevê que a jornada passe de 44 para 42 horas em 60 dias e chegue a 40 horas apenas um ano depois da aprovação.
Motta se reuniu com Lula para discutir o tema, acompanhado de ministros do PT e parlamentares aliados. O Governo Federal insiste em acelerar o processo, especialmente no fim da escala 6×1 no ano que o líder petista tenta um quarto mandato, mas o cronograma apresentado pelo presidente da Câmara busca equilibrar os interesses da classe trabalhadora e do setor produtivo. O relator da proposta, Leo Prates (Republicanos-BA), também participou das negociações e apresentou seu relatório na segunda-feira (25).
Entre os pontos considerados “inegociáveis” estão a manutenção dos salários, a redução da jornada semanal e o fim da escala 6×1. O relator pretende estabelecer prazo de 60 dias para atualização das convenções coletivas e até 90 dias para adequar 14 projetos de lei que tratam de categorias específicas. O governo Lula, em ano eleitoral, pressiona por maior rapidez, mas a condução de Motta indica que a mudança não será totalmente aplicada em 2026.





