Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira (2), impulsionados pela escalada do conflito no Oriente Médio. Após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o regime do Irã e a resposta de Teerã, o barril do Brent chegou a ultrapassar os US$ 82, maior patamar desde janeiro de 2025. Analistas avaliam que, diante da instabilidade na região e da paralisação de rotas estratégicas, o valor pode superar os US$ 100 por barril nos próximos dias, pressionando economias dependentes da importação de energia.
O impacto imediato foi sentido nas principais bolsas do mundo, que abriram em queda generalizada. Setores ligados à aviação e ao turismo foram os mais atingidos, já que o aumento do petróleo encarece o combustível e eleva custos operacionais. Em contrapartida, companhias de energia registraram valorização, beneficiadas pela expectativa de lucros maiores com a disparada dos preços. Na Europa, o gás natural também subiu mais de 40%, refletindo o temor de interrupções nas exportações de países do Golfo, especialmente do Catar.
A crise levou à suspensão de operações em diversas regiões produtoras. O Catar interrompeu a produção de gás natural liquefeito após ataque iraniano, enquanto a Arábia Saudita fechou sua maior refinaria por precaução. No Iraque, empresas suspenderam atividades no Curdistão, e em Israel, a Chevron paralisou o campo de gás Leviatã. Explosões também foram registradas na ilha iraniana de Kharg, responsável por 90% das exportações do país. Com o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, cresce a preocupação de que o mercado enfrente uma escalada ainda maior nos preços.

