O Conselho de Ética da Câmara aprovou na terça-feira (5) a suspensão de 60 dias dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). A decisão foi tomada após os parlamentares ocuparem a Mesa Diretora em agosto de 2025, durante manifestação contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL). O relator Moses Rodrigues (União-CE) defendeu a punição, e os votos favoráveis superaram os contrários em larga margem. Agora, o caso segue para análise do plenário da Casa, onde ainda poderá ser revertido.
O episódio ocorreu nos dias 5 e 6 de agosto de 2025, quando 14 congressistas da oposição permaneceram por mais de 30 horas no plenário principal da Câmara. O grupo buscava pressionar o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o projeto de lei da anistia. Segundo documentos, Pollon se sentou na cadeira da Presidência, Van Hattem ocupou assento na Mesa para bloquear o acesso e Zé Trovão impediu fisicamente a subida de Motta. Os três negam as acusações e alegam que houve perseguição política, destacando que parlamentares de esquerda já realizaram atos semelhantes sem sofrer punições equivalentes.
A Corregedoria da Câmara classificou as condutas como graves, por desrespeitarem a autoridade da Mesa e comprometerem o funcionamento do Legislativo. Além da suspensão em análise, os 14 deputados envolvidos receberam censura escrita. Van Hattem afirmou que está confiante na reversão da decisão no plenário, lembrando que em um caso anterior, o de Luiza Erundina (Psol-SP) em 2016, não resultou em punições. Já aliados do governo citaram o exemplo de Glauber Braga (Psol-RJ), que teve mandato suspenso por seis meses após ocupar a Mesa em 2024.









