Companhias Aéreas preveem “consequências severas” com reajuste do querosene

Redação 011
2 Min
Governo Federal libera R$ 8 bilhões em empréstimos para companhias aéreas
foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O reajuste no querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras deverá ter “consequências severas” na aviação civil, especialmente na abertura de novas rotas e ofertas de serviços. A avaliação é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, que representa as principais companhias aéreas do país. Segundo a Abear, com o reajuste, somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.

“A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo. Isso intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas”, diz a Abear.

Embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional. A Abear representa as empresas Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express.

Para reduzir os impactos do aumento de 55% anunciado, a Petrobras informou que vai parcelar o reajuste para o querosene de aviação. Distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por pagar apenas 18% de aumento e parcelar a diferença em até seis vezes, a partir de julho.

Fonte: Agência Brasil.

Compartilhe este artigo