O presidente da Colômbia, Gustavo Petro pediu nesta segunda-feira (5) que os colombianos assumam o controle político caso os Estados Unidos realizem uma intervenção contra ele, sob a acusação de ser líder do tráfico de droga no seu país. A declaração foi feita em publicação no X, após críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou o líder colombiano de favorecer a produção e venda de cocaína. Petro afirmou confiar na mobilização popular como forma de defesa institucional e orientou as forças de segurança a não atirarem contra civis, mas contra “invasores”.
O presidente colombiano também alertou para possíveis divisões internas nas Forças Armadas, afirmando que qualquer comandante que demonstrar lealdade à bandeira norte-americana será afastado. Ele reforçou que, pela Constituição, é o comandante supremo das forças militares e policiais do país. Em resposta às acusações de Trump, Petro negou envolvimento com o narcotráfico e disse que sua única propriedade é a casa da família, ainda em pagamento com seu salário. “Não sou ilegítimo, não sou narcotraficante”, escreveu, destacando que seus extratos bancários foram divulgados para comprovar transparência.
Além disso, Petro citou ações recentes de seu governo contra o tráfico, como apreensões recordes de cocaína e operações militares em regiões dominadas por grupos armados. Ele mencionou a retomada de El Plateado, no Cauca, chamada por ele de “Wall Street da cocaína”, e a retirada de coronéis da inteligência policial acusados de repassar informações falsas. O anúncio ocorre em meio à ofensiva dos Estados Unidos contra regimes ditatoriais na América Latina, após a captura do ditador Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores em Caracas.

