O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) atua nos bastidores para assumir a presidência da Comissão de Segurança Pública na Câmara e se manter em alta no ano eleitoral de 2026. Segundo apuração do jornal Folha de São Paulo, o parlamentar pretende usar esse espaço para reforçar sua campanha ao Senado ao longo do ano. Essa comissão trata dos projetos relacionados à área considerada frágil do atual Governo Federal.
Mas o avanço do ex-secretário de Segurança de São Paulo depende de algumas barreiras que ainda precisam ser superadas. Segundo a reportagem, ele terá a resistência de seu antigo partido, o PL. Num acordo interno no ano passado, a sigla decidiu que Paulo Bilynskyj (SP) presidiria a comissão em 2025 e que Coronel Meira (PE) ficaria no comando em 2026. A sigla tem a preferência para escolha das comissões, por ser a maior bancada da Câmara.
Derrite, inclusive, foi considerado como pivô da crise entre o Planalto e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que o escolheu para ser o relator do chamado ‘Projeto Anti-Facção’ enviado pelo Executivo. Em seguida, houve um rompimento entre Motta e o líder do PT na Casa, o deputado Lindbergh Farias. Fato é que, mesmo com a revolta dos esquerdistas contra ele, o projeto foi aprovado após seis versões diferentes em menos de duas semanas.
Também não há um nome de credibilidade no PT para inibir o avanço do crime organizado no país.

