O candidato à reeleição ao Senado Jaques Wagner (PT-BA) teve seu grupo político apontado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro como destinatário de R$ 3 milhões mensais em supostas propinas ligadas ao Credcesta, negócio que posteriormente passou a integrar a estrutura do Banco Master. Segundo a proposta de delação apresentada por Vorcaro, R$ 2 milhões por mês seriam repassados por meio de contrato com a PKL One e outros R$ 1 milhão seriam entregues em espécie a aliados do senador. A colaboração, porém, foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por falta de elementos suficientes de corroboração, e Wagner nega ter recebido vantagens ilícitas.
O ex-ministro Rui Costa (PT), que disputa a outra vaga ao Senado pela mesma chapa petista, também aparece no material relacionado ao Credcesta, embora não seja apontado diretamente por Vorcaro como destinatário dos R$ 3 milhões mensais. A proposta menciona Costa cinco vezes e relaciona sua gestão no governo da Bahia a dois decretos assinados em 2018, poucos dias depois da privatização da Ebal, que ampliaram as possibilidades de exploração do cartão consignado. Reportagem anterior do Poder360 também atribuiu a Wagner articulação política em torno do negócio e a Rui Costa a assinatura das medidas que favoreceram sua expansão; ambos negam irregularidades.
As acusações chegam à reta final da eleição justamente quando Wagner e Rui lideram a disputa pelas duas vagas da Bahia no Senado. Pesquisa Paraná Pesquisas divulgada na quinta-feira (24) colocou Rui Costa com 46,3% das intenções de voto e Wagner com 34%, à frente de João Roma (PL), com 27,3%, e Angelo Coronel (Republicanos), com 25,1%. O levantamento ouviu 1.400 eleitores entre 21 e 23 de setembro, tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro BA-00759/2026 no TSE.

