O destino político de Cláudio Castro está nas mãos de Brasília. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou nesta terça-feira (10) o julgamento do recurso que pede a cassação da chapa eleita em 2022. O caso, que estava paralisado por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, volta ao plenário com um voto de peso: a relatora, ministra Isabel Gallotti, já se posicionou pela queda do governador.
A acusação é grave e detalhada. Segundo o processo, o governo Castro teria montado um “elaborado esquema” usando a Fundação Ceperj e a UERJ para contratar milhares de pessoas sem concurso, funcionando como uma folha de pagamento secreta para cabos eleitorais. Para a relatora, as provas indicam que a estrutura administrativa do estado foi sequestrada para construir um projeto de poder.
Cláudio Castro chega ao TSE com uma vitória prévia no TRE do Rio, que o absolveu por um placar apertado de 4 a 3. No entanto, a ministra Gallotti foi contundente ao rebater a instância regional, afirmando que a suposta interrupção das irregularidades durante a campanha “não encontra respaldo nas provas”. A defesa, por sua vez, nega qualquer crime e sustenta que não há relação direta entre as contratações e o sucesso nas urnas.







