Terroristas do Hamas recusam desarmamento, aumentando risco de guerra com EUA

Redação 011
2 Min
Israel anuncia cessar-fogo com Hezbollah: “Se não nos atacar, não estamos em guerra” 
foto: Kobi Gideon, GPO

O grupo terrorista Hamas voltou a desafiar o plano de paz conduzido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao anunciar que não entregará suas armas, como previsto no acordo de cessar-fogo firmado em outubro. Em conferência realizada no domingo (8) em Doha, no Qatar, o líder do grupo, Khaled Meshaal, declarou que “os palestinos devem ser governados por palestinos” e que “criminalizar a resistência, suas armas e aqueles que a conduziram é algo que não devemos aceitar”. A recusa ameaça reabrir o conflito com Israel e agora também com os EUA, já que Trump havia dado prazo de três semanas para o desarmamento.

O plano de Trump para Gaza, que recebeu apoio internacional, prevê o desarmamento completo do Hamas, a retirada das forças israelenses e a reconstrução do território sob supervisão externa. A primeira fase, concluída em outubro com a assinatura do cessar-fogo, abriu caminho para a reabertura da passagem de Rafah, que liga Gaza ao Egito, após quase dois anos de bloqueio. No entanto, as ações israelenses recentes e a resistência dos milicianos palestinos colocam em risco a continuidade da iniciativa, considerada estratégica para encerrar a guerra.

Autoridades israelenses já afirmaram que estão prontas para retomar operações militares caso o Hamas mantenha a recusa em largar as armas. Trump, por sua vez, reforçou em discurso no Fórum Econômico Mundial em janeiro, que, “se eles não entregarem, serão eliminados muito rapidamente”, o que aumenta a tensão na região e coloca em xeque a segunda fase do plano norte-americano, que busca estabilizar Gaza e retirar o grupo terrorista do poder.

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