A relação política entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) chegou ao fim após a divulgação de mensagens e de um áudio em que o parlamentar cobra recursos de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Zema classificou o episódio como “imperdoável” e disse que a prática é “um tapa na cara dos brasileiros de bem”. A crítica encerra de forma definitiva a possibilidade de uma chapa conjunta para a disputa presidencial.
O rompimento ocorre em meio a contradições expostas por aliados de Flávio. Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu às declarações de Zema lembrando que o Novo recebeu R$ 1 milhão em doações de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, durante as eleições de 2022 em Minas Gerais. O caso, registrado na prestação de contas do partido, foi usado como argumento para acusar o ex-governador de incoerência política. Fontes mencionadas pela CNN Brasil, afirmam que não há mais espaço para recomposição entre Zema e Flávio, descartando qualquer possibilidade de aliança futura.
Além da ruptura, o episódio abriu espaço para novas articulações dentro da direita. Três nomes femininos já foram cogitados como alternativas para compor a chapa de Flávio: Simone Marquetto (PP-SP), Clarissa Tércio (PP-PE) e Priscila Costa (PL-CE). Enquanto isso, Zema reforça sua pré-candidatura pelo Novo, defendendo “credibilidade para mudar o Brasil” e mantendo críticas ao senador.







