Durante entrevista concedida na quarta-feira (2) à TV Record Bahia, Lula afirmou ter solicitado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a entrega de brasileiros investigados por crimes e que vivem no país norte-americano. O petista declarou que a conversa com Trump tratou de medidas contra o crime organizado e disse que o Brasil estaria disposto a colaborar, desde que houvesse cooperação na identificação e repatriação de suspeitos. A fala foi marcada pela frase: “Queremos chegar no andar de cima da corrupção”, em referência a empresários investigados.
O líder da esquerda citou o caso da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, interditada em setembro de 2025 após operações da Receita Federal e da ANP que identificaram suspeitas de fraude na importação e comercialização de combustíveis. Lula destacou que Ricardo Magro, dono da empresa e alvo da Polícia Federal, vive em Miami e seria um dos principais nomes a serem entregues às autoridades brasileiras. Segundo ele, o combate ao crime organizado exige atingir “os magnatas que moram nos prédios mais chiques das cidades”.
O Governo Federal espera avançar em negociações com Washington para criar mecanismos de compartilhamento de dados financeiros, com foco em lavagem de dinheiro e rastreamento de fluxos ilícitos. A expectativa é que o tema seja discutido em uma eventual visita de Lula à Casa Branca, ainda sem data definida. O encontro, inicialmente previsto para março, deve incluir propostas de apoio a investigações conjuntas entre os dois países.








