Após o atentado a tiros contra o senador e pré-candidato à presidência Miguel Uribe Turbay, ocorrido durante um evento em Bogotá, o presidente esquerdista da Colômbia, Gustavo Petro, declarou neste domingo (8) que o suposto autor do crime seria um inimigo de seu governo. O ataque, praticado por um menor de idade, deixou Uribe Turbay em estado crítico. Em meio à tensão política, Petro também afirmou que sua filha e os filhos de todos os seus ministros foram alvo de ameaças por meio de redes sociais: “Acabam de ameaçar […] todos os filhos de meu gabinete, incluída minha filha Antonella”, escreveu na plataforma X.
As denúncias de ameaças foram reforçadas por outras autoridades do alto escalão colombiano. O ministro do Interior, Armando Benedetti, relatou que parentes próximos também foram intimidados logo após o atentado contra Uribe Turbay. Segundo ele, uma conta ativa enviou mensagens à sogra com recados de retaliação, afirmando que “o que vai acontecer é olho por olho”. A diretora do Departamento Administrativo da Presidência, Angie Lizeth Rodríguez, disse que há riscos à vida do próprio presidente, além de outros membros do governo, e que todos estão em estado de alerta.
Diante da escalada da violência, foi anunciado um novo conselho extraordinário de segurança nesta segunda-feira (9), com foco na proteção dos candidatos à presidência nas eleições de 2026. Ainda nesta segunda, representantes do Ministério da Defesa e das Forças Armadas também devem participar de uma comissão para tratar de garantias eleitorais. Embora o governo tenha solicitado unidade nacional, o clima político se mantém instável, e opositores denunciam a insegurança crescente no país às vésperas do processo eleitoral.













