A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra o reforço de policiamento dentro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. A avaliação ocorreu logo depois de um pedido feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Morais, após aumentar o reforço policial antes do início do julgamento na Corte, que começará na próxima semana. O magistrado levantou a possibilidade de fuga do líder da direita no país, que responde por uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Mas, segundo o procurador Paulo Gonet, não há necessidade de aplicar “soluções mais gravosas” que a prisão domiciliar neste momento. Desde a noite da última terça-feira (26), há um monitoramento de policiais penais do Distrito Federal em frente à casa do ex-presidente, na região do Jardim Botânico. São viaturas em tempo integral, sem slogan ou brasão da polícia.
Vale reforçar que, desde o início do cumprimento de prisão domiciliar, o ex-presidente deixou a residência uma única vez para fazer exames médicos – sempre com o uso de tornozeleira eletrônica.