PF já analisa dados de Lulinha após quebra de sigilo por suspeita de fraude

Redação 011
2 Min
PF investiga políticos do RJ em esquema de lavagem de R$ 7,6 bi
foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A Polícia Federal iniciou a análise técnica de dados bancários para rastrear possíveis conexões financeiras entre Fábio Luís Lula da Silva e Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como o “Careca do INSS”. A investigação avançou após a quebra de sigilo autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que permitiu o cruzamento de informações com outros investigados, incluindo a lobista Roberta Luchsinger. O foco principal da corporação é mapear o fluxo de capitais e verificar a procedência de valores que teriam circulado entre as contas dos envolvidos no esquema de desvios.

A apuração conduzida pela Polícia Federal aponta indícios de que o filho do petista teria recebido repasses mensais de R$ 300 mil oriundos de fraudes na Previdência Social. O montante seria proveniente de recursos desviados de beneficiários, sob a coordenação de Antunes, que permanece detido desde setembro de 2025. Embora a CPI do INSS tenha aprovado a quebra de sigilos apenas na quinta-feira (26), a Polícia Federal já atuava com autorização judicial prévia desde janeiro de 2026, garantindo o acesso antecipado a dados fiscais e telemáticos para a instrução do inquérito policial.

O ministro André Mendonça, indicado à Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinou ainda que provedores de internet preservem integralmente os arquivos de e-mail de Fábio Luís para assegurar a integridade das provas. Diante do avanço das investigações, o líder da esquerda passou a se manifestar publicamente sobre o caso, afirmando em 5 de fevereiro que seu filho “vai pagar o preço” caso o envolvimento seja comprovado.

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