O Partido Comunista da China confirmou neste domingo (10) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estará em Pequim entre quarta-feira (13) e sexta-feira (15) para uma visita de Estado. A agenda inclui reuniões com o ditador Xi Jinping, em um momento marcado por disputas geopolíticas e pela tentativa americana de encerrar a guerra no Oriente Médio. A confirmação oficial da viagem foi divulgada pela agência estatal Xinhua, após a Casa Branca ter informado anteriormente que a visita ocorreria apenas nos dias 14 e 15 de maio.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, os dois líderes devem realizar “discussões aprofundadas” sobre temas ligados às relações bilaterais e à estabilidade global. O porta-voz Guo Jiakun declarou que a diplomacia entre chefes de Estado é estratégica e que Pequim está disposta a cooperar com Washington em áreas de interesse comum. Apesar do discurso oficial de parceria, os Estados Unidos tratam a China como seu principal adversário para os próximos anos, conforme documento divulgado pelo governo Trump em janeiro.
A visita ocorre em meio a pressões americanas sobre o apoio chinês ao regime iraniano. Autoridades do governo Trump afirmaram que o presidente deve cobrar Xi Jinping sobre receitas geradas pela venda de petróleo e bens de uso militar e civil ao Irã e à Rússia. Na semana passada, os EUA impuseram sanções a empresas chinesas acusadas de fornecer imagens de satélite e insumos para programas militares iranianos, incluindo mísseis balísticos e drones. Esse pano de fundo reforça a expectativa de que Trump utilize o encontro para endurecer a posição americana diante do ditador chinês.








