O Cassino ilegal que une Toffoli ao Grupo Master

Redação 011
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foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

Enquanto o país assiste à liquidação do Will Bank, braço digital do Grupo Master, uma investigação do portal Metrópoles revela que o Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR) — construído pela família do ministro Dias Toffoli e frequentado assiduamente por ele —, abriga um cassino com práticas ilegais.

O que parece ser apenas um caso de contravenção ganha contornos de conflito de interesses gravíssimo: o resort esteve ligado a um fundo de investimento cujo cotista é Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro — justamente o dono do Banco Master, cujas investigações estão sob relatoria de Toffoli no STF.

Jogatina ilegal e blindagem

A reportagem flagrou o funcionamento de mesas de blackjack, modalidade de jogo de cartas com apostas em dinheiro estritamente proibida no Brasil. Além disso:

Máquinas caça-níqueis: O local opera 14 máquinas de “vídeo loteria”. Embora Toffoli tenha votado no STF para permitir que estados explorem essa tecnologia, o uso presencial com apostas diretas em mesas de cartas continua sendo crime.

Presença de crianças: O cassino, sem fiscalização, foi flagrado com menores de idade circulando entre as máquinas e adultos consumindo álcool.

Inauguração estrelada: Funcionários afirmam que, em uma festa privada fechada por Toffoli no final de 2025, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno teria “inaugurado” a área de jogos.

O Tayayá não é apenas um local de lazer; é o epicentro de uma rede de transações suspeitas:

A conexão Master: Irmãos de Toffoli venderam parte do resort para um fundo administrado pela Reag, ligado a Daniel Vorcaro. Toffoli, relator do caso Master, recentemente autorizou novas diligências, mas é acusado por parlamentares de ser suspeito para julgar o banqueiro devido a esses elos familiares.

O elo J&F: Atualmente, o resort pertence a Paulo Humberto Barbosa, advogado ligado ao grupo J&F (dos irmãos Batista). Vale lembrar que Toffoli foi o responsável por suspender a multa bilionária do acordo de leniência da J&F em 2023.

Dono oculto? Embora não conste formalmente nos papéis, funcionários tratam o ministro como o “verdadeiro dono”, apontando que ele possui casa exclusiva, embarcação própria e autoridade total sobre o empreendimento.

A liquidação do Will Bank hoje e a exposição do cassino no resort ligado a Toffoli mostram que o “sistema” opera em uma realidade paralela, onde as leis que valem para o cidadão comum parecem não alcançar as margens da represa de Xavantes.

Fonte: Metrópoles

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