Manifestantes saíram às ruas para protestar contra o feminicídio em nove capitais do país. Em São Paulo, os atos se concentraram na Avenida Paulista, com cerca de 9,2 mil pessoas, segundo dados do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento em parceria com a USP. Dois casos registrados no domingo (7) revoltaram ainda mais quem decidiu levantar a voz contra tamanha violência: o assassinato da farmacêutica Daniele Guedes Antunes, de 38 anos, em Santo André, e a morte de Milena de Silva Lima, de 27 anos, em Diadema – ambas foram cruelmente atacadas por ex-companheiros.
No Rio de Janeiro, centenas de pessoas se reuniram ao meio-dia em frente ao Posto 5, na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul da cidade. Em Brasília, o protesto reuniu dezenas de mulheres que exibiram cartazes com frases como “pare de nos matar”. Na capital Florianópolis, teve uma caminhada em homenagem à professora Catarina Kasten, de 31 anos, estuprada e assassinada em uma trilha no dia 21 de novembro (o acusado está preso).
Segundo a lei em vigor, o crime de feminicídio se configura quando um homem comete um homicídio por razões de a vítima ser uma mulher, em casos como violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação de gênero. A pena nesses casos pode chegar a 40 anos de prisão. Mas isso parece não intimidar esses criminosos covardes, já que somente neste ano de 2025, mais de mil mulheres foram vítimas desse tipo de crime.








