Motta e Alcolumbre podem encabeçar negociação com Trump por tarifas, se anistia for pautada

Redação 011
2 Min
Pauta antifacção e vaga no STF expõem racha entre Motta, Alcolumbre e Lula
foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados do PL articulariam uma estratégia internacional para tentar destravar duas pautas de interesse direto da oposição: a anistia a réus dos atos de 8 de janeiro e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A ideia é viabilizar uma visita oficial dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), à Casa Branca, apresentando-os como interlocutores na crise causada pelos problemas de liberdade de expressão e as denúncias de perseguição contra a direita respondidas com o tarifaço de Donald Trump sobre produtos brasileiros. O objetivo seria dar protagonismo aos dois líderes do Congresso, aumentando a pressão política para que atendam às demandas do segmento democrático do país.

De acordo com o blogueiro Paulo Figueiredo, que atua em Washington ao lado do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a mediação com o governo Trump só ocorrerá se houver compromisso explícito com as pautas defendidas pelo grupo. “Teremos o maior prazer de levar Alcolumbre e Motta para fazer todas as pontes, mas não existe nada antes de um compromisso de pautar anistia. Sem isso não tem o que fazer com eles na Casa Branca”, afirmou Figueiredo à CNN. Ele também alertou que, em caso de resistência, os dois parlamentares podem ser incluídos no radar de sanções dos Estados Unidos, como já ocorreu com o ministro Moraes, que teve o visto americano cancelado.

As tratativas vêm sendo conduzidas em paralelo a um mal-estar crescente dentro do Congresso, onde tanto Motta quanto Alcolumbre têm evitado pautar temas ligados à oposição. A negativa do presidente da Câmara em autorizar atividades parlamentares durante o recesso gerou atrito com deputados da base bolsonarista, que buscavam avançar em propostas nas comissões. Ao mesmo tempo, a Casa Branca avalia a aplicação de sanções com base na Lei Magnitsky, voltada a punir violações de direitos humanos e corrupção, o que pode intensificar a pressão internacional sobre figuras-chave do Legislativo brasileiro.

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