Em uma ofensiva coordenada, drones ucranianos atingiram diversas bases aéreas em território russo, incluindo instalações a mais de 4.000 km da fronteira, na Sibéria. Segundo fontes dos serviços de segurança da Ucrânia, mais de 40 aviões foram atingidos, em um dos maiores ataques do tipo desde o início da guerra. A operação, que envolveu meses de planejamento, representa um duro golpe para a aviação de longo alcance da Rússia, base das ofensivas com mísseis contra cidades ucranianas.
Entre os alvos atingidos estavam bases nas regiões de Irkutsk, Ryazan, Ivanovo e Murmansk. Imagens divulgadas nas redes sociais, ainda não verificadas, mostram aeronaves em chamas na base de Belaya, uma das instalações mais importantes da aviação estratégica russa. Os bombardeiros danificados incluem os modelos Tu-95 e Tu-22, utilizados frequentemente por Moscou em ataques de longo alcance. O governador de Irkutsk, Igor Kobzev, confirmou o ataque, mas minimizou seus impactos: “A fonte dos drones foi bloqueada. Não há ameaça para os civis”, declarou.
A operação teria levado 18 meses para ser executada, com drones contrabandeados em caminhões e armazenados dentro do território russo antes do lançamento. “Ninguém no mundo já realizou algo semelhante”, afirmou Serhii Kuzan, analista de defesa ucraniano, à TV local. Segundo o especialista militar Oleksandr Kovalenko, as perdas incluem modelos supersônicos como o Tu-160, cuja reposição seria praticamente inviável: “São aviões que não se fabricam mais. A perda de dois desses é irreparável”, escreveu ele em seu canal no Telegram.










