O Governo Federal articula com o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e bancos privados a concessão de um empréstimo para socorrer os Correios. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, a operação terá garantia do Tesouro Nacional e será atrelada à adoção de medidas de ajuste previstas em um plano de reestruturação da empresa.
A dívida é imensa e os Correios precisam de R$ 10 bilhões em 2025 e mais R$ 10 bilhões em 2026. O dinheiro será usado para capital de giro e também para custear as medidas de ajuste previstas no plano (como demissões voluntárias, mudanças no plano de saúde e renegociação de passivos atrasados, entre outras ações).
Segundo apuração, o empréstimo em negociação deve cobrir pelo menos os montantes necessários para este ano, mas o valor final da operação continua em discussão. A operação de crédito foi discutida em reunião na última quinta-feira (9) entre os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Esther Dweck (Gestão), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e representantes do Tesouro Nacional, da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), do Banco do Brasil e da Caixa.
Os bancos BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil, que já são credores dos Correios em uma operação contratada no primeiro semestre deste ano, participam das conversas. Em situação financeira bastante delicada, os Correios registraram um prejuízo de R$ 2,64 bilhões somente no segundo trimestre de 2025.

