Gilmar decide manter investigação ligada a Flávio a menos de uma semana da eleição

Redação 011
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Gilmar decide manter investigação ligada a Flávio a menos de uma semana da eleição
foto: Bruno Peres/ Agência Brasil

O ministro do STF Gilmar Mendes manteve nesta segunda-feira (29), a menos de uma semana do primeiro turno, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Danielle Nóbrega, ex-assessora de Flávio Bolsonaro (PL) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e investigada em um dos braços do antigo caso das rachadinhas. Danielle ocupou cargo no gabinete de Flávio entre 2007 e 2018 e é apontada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como suspeita de envolvimento em repasses ilegais de salários de assessores. A decisão de Gilmar rejeitou recurso da defesa que tentava derrubar a medida determinada pela Justiça fluminense.

O episódio volta a colocar o caso das rachadinhas no debate eleitoral justamente na reta final da disputa presidencial. A investigação principal contra Flávio acabou arquivada depois que decisões do Superior Tribunal de Justiça e do STF anularam provas consideradas centrais, incluindo quebras de sigilo usadas na denúncia original. No sábado, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, também suspendeu um jingle da campanha de Lula que apresentava o caso como se as acusações continuassem juridicamente abertas, afirmando que a peça poderia induzir o eleitor ao erro ao omitir o arquivamento.

No mesmo dia da decisão de Gilmar, o Grupo Prerrogativas, alinhado a Lula, e o deputado Rui Falcão (PT-SP) pediram ao Ministério Público do Rio a reabertura da investigação contra Flávio. O novo pedido cita a informação de que o candidato mantinha um cofre no Banco do Brasil e o teria acessado na véspera da compra de dois imóveis em dinheiro vivo em 2012. Flávio nega ter participado de esquema de rachadinha ou cometido irregularidades na aquisição dos imóveis.

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