Donald Trump provou mais uma vez que joga xadrez com a economia global. Em meio à guerra contra o Irã, que ameaçava paralisar 20% da oferta mundial de energia, o republicano anunciou nesta segunda-feira (9) que os EUA vão retirar sanções petrolíferas de nações estratégicas (especula-se que Venezuela e possivelmente Líbia ou Iraque recebam alívios temporários).
O objetivo é claro: impedir que o Irã use o petróleo como arma de chantagem contra o Ocidente. Trump chamou a disparada dos preços de “artificial” e garantiu que a Marinha dos EUA vai escoltar petroleiros se necessário. “Não vou permitir que um regime terrorista mantenha o mundo refém”, disparou o presidente, sinalizando que a “excursão” militar no Oriente Médio não vai parar por causa do preço da gasolina.
Efeito imediato no bolso
A estratégia funcionou como um choque térmico no mercado. O barril WTI, que fechou o pregão regular a US$ 94, despencou para US$ 85,60 à noite. O Brent, referência da Petrobras, caiu de quase US$ 99 para US$ 89,25.
O dilema de Lula e a Petrobras
Para o governo brasileiro, a notícia é um alívio e um alerta. O alívio vem da pressão menor sobre a inflação; o alerta vem da volatilidade. Se Trump conseguir estabilizar o preço via oferta de outros países, a Petrobras perde o argumento para mega-reajustes, mas o governo perde arrecadação de royalties. A direita brasileira observa: Trump mostra como se faz política externa com pragmatismo econômico, sem medo de negociar com sancionados para proteger o próprio povo.









