Enquanto comunidades venezuelanas em diferentes países comemoravam a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos neste sábado (3), grupos de esquerda no Brasil se reuniram em frente à embaixada da Venezuela em Brasília para protestar em defesa do líder do regime. O ato contou com bandeiras da Venezuela, Palestina e Brasil, além da presença do embaixador Manuel Vadell, que classificou a operação americana como um “precedente muito grave para a região”. Os manifestantes exigiram a libertação de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e defenderam a suposta soberania venezuelana.
A ofensiva conduzida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, resultou na prisão de Maduro e de sua esposa, que foram levados para território americano. Em nota oficial, a embaixada da Venezuela no Brasil chamou os ataques de “perversos” e acusou Washington de agir “sob pretextos falsos e cínicos”. Apesar da reação de movimentos alinhados à esquerda brasileira, em países como Argentina, Espanha e Peru, a comunidade venezuelana celebrou o episódio como um marco de esperança para o futuro da nação, após anos de repressão e crise humanitária.
No Brasil, a cidade de Boa Vista, em Roraima, também registrou manifestações de venezuelanos refugiados, que festejaram a captura do chefe do regime. Já em Madrid, centenas se reuniram na Puerta del Sol entoando cânticos de “¡Se fue, se fue!” (foi embora) e “¡Cayó, cayó!” (caiu), em clima de festa. Em Doral, na Flórida, o encontro ocorreu em frente a um restaurante tradicional da comunidade. Em todos os locais, o tom foi de celebração pela queda de Maduro, contrastando com o apoio de setores da esquerda brasileira ao ditador, responsável por anos de miséria, perseguições e violações de direitos humanos em seu país.










