Esquerdista é reeleito na Espanha com auxílio de separatistas

Redação 011
3 Min
Esquerdista é reeleito na Espanha com auxílio de separatistas
foto: Pool Moncloa/Borja Puig de la Bellacasa

Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), conseguiu ser reeleito premiê em votação no Congresso, superando todas as expectativas e obtendo uma ampla maioria absoluta. No dia da polêmica vitória, Sánchez assegura seu retorno à Moncloa com uma maioria de 179 votos a favor.

Contrário às previsões anteriores, de 23 de julho, Sánchez emergiu vitorioso na corrida pelo cargo de primeiro-ministro, já que o Partido Popular (PP) não conseguiu uma maioria suficiente para se unir ao Vox. Esse cenário, combinado com as negociações do líder socialista, levou à obtenção de uma maioria mais folgada do que em sua investidura em 2020.

A mistura de forças políticas que apoiam Sánchez é notável: o apoio vem do seu próprio partido, o PSOE, Sumar, ERC, Junts, EH Bildu, PNV, BNG e Coalición Canaria, somando um total de 179 votos a favor, em comparação com os 171 votos contra do PP, Vox e UPN.

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A sessão de posse de cargo, que se estendeu por dois dias, foi marcada pela polêmica anistia aos acusados pelo crime de secessão, quando tentaram separar a Catalunha da Espanha.

A necessidade dos votos dos partidos separatistas catalães levou o PSOE a ceder terreno e aceitar a medida de graça, que foi finalmente registrada isoladamente pelos socialistas, mas conta com o apoio unânime dos partidos que apoiaram a candidatura de Sánchez, com exceção da Coalición Canaria.

Em seu discurso de posse, Sánchez defendeu a anistia, garantindo que é “perfeitamente legal e de acordo com a Constituição”. Ele afirmou que sua tramitação no Parlamento será realizada “sob luz e taquígrafos”, destacando que não será um ataque à Constituição de 1978, mas uma demonstração de sua força e vigência.

O líder do PSOE abraçou publicamente a anistia no Congresso pela primeira vez, justificando-a “em nome da Espanha, no interesse da Espanha e na defesa da concórdia entre os espanhóis”.

A “ratificação” de Sánchez no seu cargo acontece em meio de uma onda de protestos da sociedade civil que vem se manifestando de forma contrária a anistia aos separatistas catalães que tentaram a independência da região com Espanha ilegalmente.

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