Em campanha, governo petista promete austeridade após avanço do gasto público

Redação 011
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Em campanha, governo petista promete austeridade após avanço do gasto público
foto: José Cruz/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (17), em evento do Santander, que o Governo Federal incluiu duas travas para limitar o avanço das despesas obrigatórias. Segundo ele, a medida deve gerar impacto de R$ 10 bilhões em 2027, com efeito crescente nos anos seguintes. A fala ocorre em meio à tentativa do governo Lula de apresentar ao mercado financeiro uma imagem de maior responsabilidade fiscal, após sucessivos aumentos de gastos públicos e promessas de expansão de programas sociais.

Durigan destacou que os juros elevados são o principal desafio da economia brasileira, mas reforçou que a trajetória fiscal precisa ser aperfeiçoada. Em reuniões com instituições financeiras, o ministro detalhou propostas como a redução do limite de crescimento real das despesas de 2,5% para 1,5% e a criação de novos gatilhos de contenção. O discurso contrasta com o programa eleitoral do PT, que omite termos como “dívida pública” e “superávit”, mas promete ampliar investimentos em habitação, saúde, educação e infraestrutura sem indicar fontes claras de financiamento.

Enquanto o documento oficial do partido prioriza políticas de expansão, Durigan apresentou aos bancos projeções de superávit de 0,5% do PIB em 2027 e a meta de estabilizar a dívida até 2030. O problema é que a dívida bruta já alcançou R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB, e deve crescer nos próximos anos. Órgãos técnicos do Congresso e o TCU alertam que as metas fiscais propostas não são suficientes para conter o endividamento, evidenciando a distância entre o discurso voltado ao eleitor e o compromisso de austeridade defendido pelo ministro diante do mercado.

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