O Governo Federal decidiu levar o tarifaço de 50%, imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à reunião da Organização Mundial do Comércio. O embaixador Philip Fox-Drummond Gough, representante brasileiro, classificou as taxas como arbitrárias e, segundo a autoridade, podem ter impactos no comércio internacional.
“Tarifas arbitrárias, anunciadas e implementadas de forma caótica, estão interrompendo as cadeias de valor globais e correm o risco de lançar a economia mundial em uma espiral de preços altos e estagnação. Essas medidas levantam questões fundamentais sobre a não discriminação e o tratamento de nação mais favorecida, e correm o risco de minar a coerência jurídica e a previsibilidade do sistema multilateral de comércio”, disse o embaixador, que não citou Trump diretamente.
O Itamaraty também condenou o uso de tarifas arbitrárias e mostrou preocupação com o uso desse tipo de medida de um país sobre o outro.
Se não houver acordo, o tarifaço norte-americano sobre os produtos brasileiros entrará em vigor a partir de 1º de agosto.











