O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (5) o Boletim Focus com projeções que reforçam um cenário de dificuldades para a economia brasileira em 2026. O relatório aponta inflação em 4,06%, acima da meta de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional, e câmbio mantido em R$ 5,50. A combinação de alta nos preços, moeda desvalorizada e crescimento limitado do PIB, estimado em apenas 1,80%, indica que o custo de vida seguirá elevado para as famílias, enquanto o crédito continuará caro e restritivo.
O documento também mostra que o mercado financeiro não prevê mudanças relevantes no curto prazo. A taxa Selic deve permanecer em patamar elevado, com expectativa de 12,25% em 2026 e apenas uma redução mais expressiva em 2028, quando cairia para 9,75%. O Copom manteve os juros em 15% na última reunião de dezembro, sinalizando que o aperto monetário seguirá como estratégia para conter a inflação. Para 2027, as projeções indicam crescimento econômico de 1,8%, sem alteração no câmbio, o que reforça a perspectiva de baixo dinamismo.
Na prática, os números revelam que o brasileiro enfrentará um ambiente de orçamento apertado. O custo de produtos importados deve pesar ainda mais no consumo, enquanto o crédito caro limita compras parceladas e financiamentos. O cenário expõe a incapacidade do Governo Federal de estimular a economia e gerar empregos, mantendo o país em ritmo lento e com pouca perspectiva de melhora para a renda das famílias, o que pode impactar no cenário eleitoral previsto para outubro, onde o PT tentará manter o poder.











