O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, negou ter convertido as restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão preventiva. A manifestação ocorre após as alegações enviadas pela defesa do ex-presidente ao STF de que não houve descumprimento das medidas impostas. Isso aconteceu após Bolsonaro se encontrar com aliados na Câmara dos Deputados, em Brasília, e durante uma coletiva à imprensa, expor sua tornozeleira eletrônica.
“Por se tratar de irregularidade isolada, sem notícias de outros descumprimentos até o momento, bem como das alegações da defesa de Jair Messias Bolsonaro da ‘ausência de intenção de fazê-lo, tanto que vem observando rigorosamente as regras de recolhimento impostas’, deixo de converter as medidas cautelares em prisão preventiva, advertindo ao réu, entretanto, que, se houver novo descumprimento, a conversão será imediata”, escreveu o magistrado
Segundo o ministro, em momento algum o político foi proibido de conceder entrevistas ou realizar discursos em eventos, mas é preciso respeitar os horários estabelecidos nas medidas restritivas.
As determinações foram impostas a Bolsonaro atendendo a pedidos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, para garantir que o processo sobre a suposta tentativa de golpe de Estado tramitasse sem interferências. A situação se agravou depois do tarifaço de 50% imposto por Trump ao Brasil, em razão também das decisões do STF contra o ex-presidente.













