Após editar a regulamentação das bets (casas de apostas online) no país, Lula decidiu proibir a atuação dessas empresas por meio de uma medida provisória editada praticamente nas vésperas das eleições. Analistas políticos cravam a medida como ‘tudo ou nada’ para tentar se reerguer nas pesquisas, após derretimento da campanha frente à arrancada e, em parte das pesquisas, a perda da liderança do candidato da direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Fato é que o contra-ataque das bets deve ocorrer em duas frentes, segundo reportagem publicada no portal de O Globo: uma ofensiva jurídica, com foco no Supremo Tribunal Federal (STF), e outra política, com articulação junto a parlamentares para derrubar o texto no Congresso — onde, no entanto, já é dado como certo que o assunto só será apreciado depois do primeiro turno, diante da sensibilidade do tema junto ao eleitorado.
“É de se esperar que o setor faça isso (judicialize), e ele fará com todo o respeito ao governo. Não é uma afronta, mas o caminho normal”, reforçou Carlos Lima, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).
Na mesma linha, o presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Plínio Lemos Jorge, estimou em 98% as chances de uma ação coletiva no STF pedindo a suspensão da MP e a volta imediata das operações das bets.
“É uma medida autoritária, do tipo chavista”, disparou Plínio em entrevista.

