O vereador petista Senival Moura foi preso durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro do PCC. A investigação apura o envolvimento da empresa de ônibus Transunião, que opera 51 linhas e transporta 389 mil passageiros por dia, principalmente na Zona Leste da capital paulista. Também foram presos o presidente da Transunião, Jair Ramos de Freitas, diretor informal da empresa, e Devanil de Souza Nascimento, motorista e homem de confiança do vereador Senival Moura.
“A facção teria descoberto, então, que Adauto desviava dinheiro da empresa para subsidiar uma espécie de ‘caixa dois’ para as eleições de 2020, privilegiando diretamente Senival em sua campanha à reeleição como vereador de São Paulo”, diz um trecho da manifestação do MP, que teve acesso a anotações do crime organizado.
O inquérito começou a partir da investigação do assassinato de Adauto Soares Jorge, antigo presidente da Transunião, executado em 2020. Nesse emaranhado que envolve contratos e avanço do crime organizado no transporte público de São Paulo, essa empresa de ônibus contava com um núcleo paralelo, que tomava as decisões operacionais e autorizava a transferência de valores diretamente para o PCC.
Segundo a investigação, o vereador ganhou destaque ao atuar com antigos operadores de transporte alternativo, conhecidos como ‘perueiros’, há mais de 20 anos. As defesas dos suspeitos negam todas as acusações.

