A guerra iniciada em fevereiro entre Estados Unidos e Irã foi oficialmente encerrada neste domingo (14), após anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicação na Truth Social, Trump declarou que o acordo está “completo” e determinou a retirada imediata do bloqueio naval norte-americano no estreito de Ormuz, além da reabertura da passagem para navios de todo o mundo. A medida encerra meses de tensão militar e restabelece a circulação de petróleo e gás natural pela hidrovia estratégica.
O entendimento prevê que a cerimônia oficial de assinatura ocorra na sexta-feira (19), na Suíça, conforme informou o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. O acordo restabelece condições semelhantes às que existiam antes da ofensiva de fevereiro, quando ataques dos EUA e de Israel resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei. Apesar do cessar-fogo, o Irã manteve pontos sensíveis de sua política regional, como o programa de mísseis, o apoio ao Hezbollah e o estoque de urânio enriquecido, que continua sendo motivo de preocupação internacional.
Entre as exigências iranianas, estavam a inclusão dos combates no Líbano e a liberação de bilhões de dólares em fundos congelados. O novo líder supremo iraniano, filho de Khamenei, deu aval ao acordo, embora não tenha aparecido em público desde o início da guerra. Do lado norte-americano, críticas surgiram dentro do Partido Republicano, com membros afirmando que o pacto não avança em relação ao acordo nuclear de 2015, rejeitado por Trump em seu primeiro mandato. Israel também se posicionou contra os termos, reforçando divergências sobre o alcance da negociação.

