A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) divulgou estimativas que apontam para um impacto de R$ 267 bilhões caso seja aprovada a PEC 221, que prevê a redução da jornada de trabalho sem corte de salários. O alerta surge em meio à movimentação do Governo Federal para acelerar a tramitação da proposta, que altera a tradicional escala 6×1. Segundo a entidade, a medida pode comprometer a competitividade da indústria e gerar efeitos diretos na economia nacional.
De acordo com Maria Rita Catone Barbosa, gerente jurídica trabalhista da Firjan, durante entrevista para a CNN Brasil, os efeitos da mudança não se restringem ao setor industrial. Ela destacou que os consumidores também seriam atingidos, com aumento médio de 5% a 6% nos preços de produtos e serviços, incluindo alimentação fora de casa. A representante lembrou que micro e pequenas empresas, responsáveis pela maior parte dos empregos formais no país, seriam as mais prejudicadas pela medida, já que teriam dificuldade em absorver os custos adicionais.
A Firjan defende como alternativa a PEC 12, apoiada também pela CNI e outras entidades, por valorizar a negociação coletiva e permitir maior flexibilidade nas jornadas. Maria Rita ressaltou que a prática já ocorre em diferentes setores, com escalas como 12×36 e 24×72, fruto de acordos coletivos. Apesar disso, ela reforçou que qualquer mudança exige debate aprofundado entre governo, trabalhadores e empregadores.

