Uma pesquisa apresentada no maior congresso de oncologia clínica do mundo trouxe esperança para pacientes com câncer de pâncreas metastático. Dados finais do estudo RASolute 302, divulgados na plenária da American Society of Clinical Oncology (ASCO), mostraram que o medicamento daraxonrasib conseguiu dobrar a sobrevida mediana em comparação à quimioterapia tradicional. O resultado foi recebido com surpresa pela comunidade médica, que raramente demonstra emoção em eventos científicos desse porte.
O ensaio clínico de fase 3 envolveu 500 pacientes, divididos aleatoriamente entre o novo tratamento e a quimioterapia convencional. No grupo com mutação RAS G12, a sobrevida mediana alcançou 13,2 meses com o comprimido, contra 6,6 meses com a quimioterapia. Além disso, o risco de morte caiu 60% e o tempo até a progressão da doença também dobrou. Os números foram consistentes mesmo entre pacientes sem mutação identificada, reforçando a robustez dos resultados.
Outro ponto destacado foi a baixa taxa de interrupção do tratamento por efeitos colaterais: apenas 1,2% dos pacientes que receberam daraxonrasib precisaram suspender o uso, contra 11,2% no grupo da quimioterapia. Mais de 31% dos pacientes tratados apresentaram redução mensurável do tumor, índice quase três vezes superior ao observado no grupo de comparação. A conclusão publicada no Journal of Clinical Oncology aponta que o daraxonrasib deve se tornar o novo padrão de tratamento em segunda linha para o câncer de pâncreas metastático.










